quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

IBGE abre concurso para 1.409 vagas temporárias; salário de até R$ 7,1 mil

Resultado de imagem para IBGE abre concurso

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou edital de processo seletivo simplificado para 1.409 vagas temporárias para o Censo Agropecuário 2016.

Os salários vão de R$ 1.560 a R$ 7.166. A Fundação Cesgranrio é a organizadora responsável pela seleção. Do total das oportunidades, 5% são reservadas para pessoas com deficiência e 20% para pretos e pardos (PPP). (Os termos preto e pardo são os utlizados oficialmente pelo IBGE).

As oportunidades estão distribuídas nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal. As inscrições estarão abertas de 26 de janeiro a 22 de fevereiro pelo site www.cesgranrio.org.br. A taxa é de R$ 120 para analista censitário, R$ 50 para agente censitário regional e R$ 35 para agente censitário administrativo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Dicas de Maquiagem

Na net hoje encontramos de tudo. Temos videos ensinando quase tudo, hoje não necessitamos saber todas as respostas e sim saber a pergunta. O resto o Google responde.
Deixo uma boa dica de maquiagem com o vídeo abaixo. 



"Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas" (Albert Einstein).

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Crise tem mas tem também oportunidades

Confira as carreiras mais promissoras de 2016

O coaching Silvio Celestino, colunista do Olhar Digital, elaborou uma lista com as carreiras mais aquecidas para 2016, apesar da crise econômica. A tecnologia, como não poderia deixar de ser, é uma das áreas em alta.

Tecnologia
Ainda em ascensão, a área de TI segue aquecida em 2016, ao proporcionar redução de custos e aumento da produtividade para as empresas. Especialistas em aplicativos e pagamentos móveis têm um ótimo horizonte em 2016. Aqueles que investirem em cursos de liderança e souberem desenvolver essa competência têm grandes chances de decolar a carreira. Os profissionais que optarem por essa área devem olhar a tecnologia como fator estratégico para o negócio da empresa.

Marketing
Na área de marketing, serão valorizados aqueles ligados à gestão estratégica da comunicação, especialmente quem tiver a capacidade de integrar a comunicação on-line e off-line de uma empresa de modo orgânico e muito estratégico. O mercado exigirá atualização daqueles que já atuam nessa área, e os conhecimentos de marketing digital serão determinantes para alavancar a carreira nesse segmento.

Vendas
Com a atual situação econômica, o mercado precisa dos melhores vendedores para aumentar a receita das empresas. Esses profissionais são vistos como peças-chave para as companhias. É de responsabilidade do vendedor atrair novos negócios e manter na carteira os clientes já conquistados. O mercado de luxo, por exemplo, precisa reposicionar seu time de vendas para novas formas de abordagem.

Recursos humanos
Especialistas em recolocação, requalificação, coaching e treinamento ganharão destaque. Os educadores financeiros também estarão em alta, nas empresas ou, principalmente, fora delas.

Finanças
Quem trabalha com gestão de custos, estatísticas e planejamento financeiro também tem espaço garantido, especialmente se for capaz de liderar pessoas e projetos com orçamentos cada vez mais enxutos.

Manutenção de máquinas e equipamentos
Na crise, pessoas e empresas compram menos, mas precisam cuidar mais de máquinas, equipamentos e automóveis. Por isso, os profissionais das áreas de mecânica e manutenção serão ainda mais requisitados.

Segurança
Com o incremento no volume das transações on-line, ganham destaque os profissionais que trabalham com segurança da informação. E, como a questão da segurança física e patrimonial também se agrava no País, os profissionais que optam por essa área também têm boas chances de sucesso.

Médica
Em momentos de contração econômica, há quem fique muito estressado. Os profissionais da área médica com especialização em estresse e suas consequências podem tirar bom proveito dessa situação. Outra especialidade que continuará a crescer será a gerontologia, graças ao aumento da expectativa de vida da população.

Jurídica
Há alguns anos o Brasil experimenta uma nova dinâmica nas relações, chamada de “síndrome dos direitos adquiridos”, em que todos reclamam seus direitos. Isso afeta principalmente as empresas, que, além de responder a essa demanda, precisam lidar com os recentes escândalos de corrupção. Nessa área, é possível destacar a carreira como uma possível promissora.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Microsoft encerra suporte ao Windows 8 nesta terça-feira


Se você ainda está no Windows 8, é um bom momento para abandoná-lo de vez. O suporte para o sistema operacional se encerra nesta terça-feira, 12, o que o sistema deixará de receber atualizações e se tornará inseguro, já que possíveis brechas não serão mais vedadas pela Microsoft.

Assim, é uma boa ideia realizar a atualização para o Windows 8.1, que pode ser feita gratuitamente. O update para o 8.1 também dá acesso ao Windows 10, que também pode ser instalado sem custo adicional até o fim de julho de 2016. Quem não quiser atualizar estará exposto a diversos riscos.

Normalmente, a Microsoft dá dez anos, ou até mais em casos excepcionais, de suporte aos seus sistemas operacionais. O Windows 8, lançado em 2012, não terá a mesma sorte por causa de uma particularidade da versão 8.1.

O site ZDNet explica que a empresa considera o 8.1, de 2013, um “service pack” do Windows 8, e não um outro sistema operacional. As regras permitem que os usuários adiem por até dois anos a instalação deste pacote de serviços, mas depois disso eles estão por conta própria.

Portanto, se você tem um PC com Windows 8, atualize-o se não quiser ficar vulnerável. O update para a versão 8.1 expande o suporte até 2023. Se quiser ir além e instalar o Windows 10, receberá suporte até 2025. Até mesmo fazer o downgrade para o Windows 7 garante mais tempo de suporte, já que os planos da Microsoft vão até 2020.

Apesar de ser um fracasso comercial e ter participação pífia no mercado em comparação com outras versões do Windows, não é possível negligenciar o Windows 8. Os estudos mais recentes estimam que entre 2% e 3% dos desktops e laptops no mundo rodam a versão 8 do sistema. De um total estimado de 1,5 bilhão de máquinas, isso totalizaria entre 30 milhões e 40 milhões de computadores. Trata-se de um público enorme que deve ficar desprotegido a partir desta terça-feira.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Latrocínio, drogas e PCC: entenda o caso que levou ao bloqueio do WhatsApp


Já se sabe que o bloqueio do WhatsApp é resposta ao descumprimento de uma ordem judicial de julho. O que motivou o começo da história, entretanto, é um caso que envolve uma série de crimes graves.

Uma reportagem do Conjur informa que o processo gira em torno de um homem preso pela Polícia Civil de São Paulo em 2013 sob as acusações de latrocínio, tráfico de drogas e associação ao Primeiro Comando da Capital, ou PCC - facção criminosa que age nos presídios do Estado.

O homem, cujo nome permanece em sigilo, foi solto em novembro deste ano pelo Supremo Tribunal Federal por excesso de prazo. Isso porque sua prisão preventiva foi decretada em outubro de 2013, mas a sentença em primeira instância saiu apenas em novembro de 2015, então, embora tenha sido condenado a 15 anos e dois meses de prisão, o homem impetrou um Habeas Corpus e teve o direito de responder em liberdade reconhecido pelo STF.

De acordo com o Conjur, o réu é acusado de ter trazido cocaína da Colômbia e maconha do Paraguai. Ele está solto, mas deve permanecer no mesmo endereço e atender aos chamamentos judiciais, além de informar eventuais transferências.

Como o WhatsApp entra nesse rolo? Acontece que durante as investigações a Justiça solicitou que o Facebook passasse dados de usuários do aplicativo. A determinação foi feita em julho e reiterada em agosto; como não houve cumprimento, o Ministério Público pediu o bloqueio temporário do serviço e deu no que deu.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Até que ponto o Whatsapp poderia ignorar a Justiça brasileira?


Após pouco mais de 12 horas, o aplicativo Whatsapp voltou a funcionar gradualmente no Brasil, com a revogação de uma ordem judicial que o deixou suspenso em todo o território nacional - e que originalmente se estenderia por 48 horas. No entanto, toda essa história começou no momento em que o Whatsapp descumpriu uma determinação da Justiça brasileira.

Casos como esse não são novidade no Brasil. Em setembro de 2012, o então presidente da divisão nacional do Google, Fábio Coelho, teve prisão decretada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. A acusação foi de que a empresa descumpriu uma ordem anterior para retirar um vídeo do YouTube, envolvido em um outro processo sobre difamação.

No caso do Whatsapp, a ordem foi para que o aplicativo de mensagens entregasse à Justiça dados referentes a uma investigação de latrocínio e tráfico de drogas. Assim como o Google Brasil, o Facebook - que é dono do Whatsapp - se recusou a entregar essas informações, por motivos que ainda seguem sob sigilo de Justiça.

“Uma empresa não pode dizer ‘não estou a fim de cumprir essa ordem’, rasgá-la, jogá-la fora e está tudo bem. O Poder Judiciário precisa se posicionar para obrigá-la a obedecer”, explica a advogada e especialista em direito digital Gisele Arantes. Segundo ela, o bloqueio do Whatsapp foi a medida considerada cabível pela juíza do caso para punir o descumprimento da lei.

“Bloquear o Whatsapp foi uma punição que não afeta em nada a investigação”, diz ainda Leandro Bissoli, sócio do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados e também especialista em Direito Digital. Para eles, assim como outros profissionais ouvidos pelo Olhar Digital, a decisão da Justiça foi exagerada. “É um grande retrocesso no Poder Judiciário”, comenta Gisele.

Marco Civil e o direito internacional

A justificativa usada pela juíza que ordenou a suspensão do Whatsapp se baseia no Marco Civil da Internet, uma lei sancionada em 2014 que define direitos e deveres para provedores e usuários da rede mundial de computadores no Brasil. No terceiro parágrafo de seu 12º artigo, a lei prevê claramente a suspensão de serviços eletrônicos que desobedecerem a Justiça.

Mas até que ponto essa lei é praticável, especialmente quando lidamos com empresas de fora do Brasil? É o que questiona Adriano Mendes, sócio fundador do escritório Assis e Mendes e também especialista em questões jurídicas envolvendo a internet: “O Brasil quer impor sua legislação para empresas que não estão sediadas aqui”.

“Imagina que você tem uma empresa no Brasil e recebe uma ordem do governo da Zâmbia para demitir um funcionário. E se não cumprir, tem que pagar uma multa em moeda zambiana”, compara o advogado. “[Bloquear o Whatsapp] foi o último recurso daquela juíza. Ela tinha a pena e o machado na mão. Como a pena não deu resultado, ela teve que usar o machado”.

Para Mendes, uma solução para casos como esse se encontra na Europa, na chamadaConvenção de Budapeste. Em 2001, um conselho formado por diversos países definiu um “padrão” sobre como se comportar em casos de crimes virtuais. Os signatários obedecem a um mesmo conjunto de normas que facilita essas relações entre governos diferentes em ações que ultrapassam fronteiras políticas.

O Brasil foi convidado a fazer parte da Convenção de Budapeste, mas optou por não assinar e elaborar seu próprio tratado particular: o Marco Civil. Embora seja elogiada por outros países, a iniciativa não entra em acordo com governos estrangeiros sobre como tratar esses crimes “multinacionais”, de modo que casos como o do Whatsapp podem se repetir a qualquer momento.

Além das fronteiras

O que acontece é que, por mais que a empresa tenha um representante no Brasil - o Facebook -, e que esse representante tenha sido notificado pela ordem judicial, os dados exigidos pela Justiça estão armazenados nos Estados Unidos, seguindo leis diferentes. É como se o Facebook estivesse dividido entre obedecer a lei brasileira e a norte-americana.

“A gente ainda não tem na legislação um recurso rápido para alcançar empresas que estão lá fora”, explica Gisele Arantes. “Se você demanda uma informação de uma empresa X que está lá na Califórnia, por exemplo, você tem que entrar com uma ação na Justiça do Brasil, que vai enviar uma Carta Rogatória para o Supremo Tribunal de Justiça, que vai expedir um documento para esse outro país, que vai encaminhar esse documento para o departamento da Justiça responsável, para que só então essa ordem seja cumprida.”

De acordo com a advogada, todo esse processo pode levar até dois anos - sem contar os recursos e todas as ações que podem adiar ainda mais sua resolução. Contudo, no caso do Whatsapp, o Facebook é obrigado a responder as leis daqui por possuir um representante em território nacional, que transporta e gerencia esses dados estrangeiros para os usuários daqui.

Na visão de Leandro Bissoli, um acordo de cooperação internacional poderia resolver casos como esse sem afetar tão drasticamente o dia-a-dia dos brasileiros. “O grande desafio é criarmos uma adequação para o Marco Civil, aplicar uma extensão extra-territorial. Como a gente não tem acesso à íntegra do processo, não há como saber se esse ponto foi levantado. Mas é preciso criar mecanismos para que as empresas de fora obedeçam às nossas leis.”

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Caridade bilionária de Zuckerberg... Será?


A notícia de que Mark Zuckerberg e Priscilla Chan doarão 99% de suas ações do Facebookao longo da vida em nome de causas filantrópicas deixou muita gente impressionada devido ao tamanho da generosidade - afinal, a participação do casal na maior rede social do mundo equivale atualmente a cerca de US$ 45 bilhões. Mas alguns prestaram atenção à situação e pontuaram que toda essa caridade carrega um preço considerável para a sociedade, pois ajuda os Zuckerberg a evitar o pagamento de uma quantidade enorme de impostos. E isso não é tudo.

Como já contamos aqui no Olhar Digital, a Chan Zuckerberg Initiative não é uma ONG, e sim uma LLC, ou seja, uma organização semelhante às “Ltda.” do Brasil. Isso significa que, ao contrário do que ocorre com as ONGs, a Chan Zuckerberg Initiative não será obrigada a destinar todo o seu dinheiro a ações sociais.

Este é só um dos pontos que levantam desconfiança. Como LLC, a organização dos Zuckerberg está livre para fazer investimentos privados, lobby e até doações políticas. Na prática, o dono da maior rede social do mundo terá muito mais influência sobre os caminhos políticos de seu país do que qualquer outro cidadão, confome aponta a New Yorker.

O New York Times ressalta ainda que, ao constituir uma LLC com aspirações filantrópicas, Zuckerberg automaticamente criou um mecanismo que o permitirá evitar o pagamento de imposto sobre 99% das ações que ele e Priscilla Chan possuírem do Facebook ao longo de suas vidas. Impostos sobre US$ 45 bilhões é muito dinheiro, e a falta desse dinheiro causa um desnivelamento nas contas do país.

No sistema democrático, a maioria da população elege representantes, e é esse corpo político que decide como o dinheiro dos impostos será reinvestido na sociedade. Ao driblar impostos, o casal escolherá, sozinho, que causas merecem mais atenção. A questão não é julgar quem é mais confiável entre políticos e Zuckerbergs, e sim respeitar o sistema democrático e a ciência que existe por trás dele - como explica o episódio abaixo do Nerdologia, o coletivo pensa melhor que o indivíduo:
Se os Zuckerberg fossem uma exceção, talvez a ideia de criar uma LLC não gerasse tanto debate, mas, como pontua a New Yorker, cada vez mais milionários americanos estão direcionando seus ganhos a iniciativas de caridade usando esse tipo de perfil, num movimento que recebeu o nome de filantrocapitalismo. As questões positivas disso são óbvias, no meio tecnológico Bill Gates tem sido um bom exemplo de como gastar dinheiro, tendo ajudado até a desenvolver uma máquina que transforma dejetos humanos em água potável.

Por outro lado, essa transferência de dinheiro pode colapsar o sistema financeiro do país. “Como entidades isentas de impostos, essas empresas de caridade não enfrentarão qualquer passivo quando eventualmente venderem as ações que recebem”, escreve a New Yorker. “Isso significa que a base tributária do país encolhe.” É por isso que o NYT acusa o casal de ter criado um canal de investimentos em vez de uma entidade filantrópica - e é preciso lembrar que 0,01% dos mais ricos dos EUA possue 11,2% das riquezas do país, então se todos eles resolverem adotar postura semelhante, o país de fato terá um problema sério em mãos.

Entretanto, parte das ponderações em torno do que esses milionários vêm fazendo pode ter origem num sentimento egoísta, pelo fato de que esse desvio legal de verbas não causa benefício imediato nos países onde as riquezas foram geradas. Afinal, quando Bill Gates inventa uma máquina que converte lixo em água, ele não está pensando nos Estados Unidos, e sim nos países pobres - e isso ajuda a humanidade como um todo, indo além do quintal do doador.



Mark percebeu que suas decisões geraram desconfiança e resolveu se manifestar. Em seu perfil, o CEO do Facebook reconheceu que estruturou a Chan Zuckerberg Initiative como LLC para ter a possibilidade de “financiar organizações não-governamentais, fazer investimentos privados e participar de debates políticos”. Mas ele garantiu que em todos os casos o objetivo é "gerar um impacto positivo em áreas de grande necessidade" e que “qualquer lucro dos investimentos será usado para alavancar essa missão”, um compromisso que, como reportamos aqui no Olhar Digital, está registrado judicialmente.

“O que é mais importante para nós é a flexibilidade para doar às organizações que fizerem o melhor trabalho - não importa como elas estejam estruturadas”, continuou Mark, lembrando que sua entidade também olha para esforços governamentais, mas não está obrigada a dar apoio apenas a elas.